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The art of living

22
Set20

Por aqui lê-se.... Sr. Mercedes

Mafalda

Este post vem com quase um mês e meio de atraso. Como já vos tinha contado li imenso durante as minhas férias, e acabei por não fazer muitos posts sobre isso para não ser maçadora. No entanto, no auge do meu bloqueio de escrita (juro que a minha mente se esvazia de cada vez que quero vir aqui escrever), decidi que não havia melhor altura para vos contar sobre mais um livro que me deliciou nas minhas férias.

IMG_20200920_181832.jpg

(mais informações sobre o livro aqui)

Nunca tinha lido Stephen King, já planeava fazê-lo há muito tempo, e já tinha lido muitas das suas entrevistas e pouquinhos da sua escrita, mas houve sempre algo que me fez recuar. Em Agosto, de férias e depois de já ter devorado os 3 livros que levei comigo decidi aventurar-me na secção de literatura do Continente, com o objectivo de comprar algo baratinho (porque não sou adepta de gastar muito dinheiro em livros). Na secção do livros de bolso, a 7€ encontrei o "Sr. Mercedes" e era tamanho achado (a nível económico) que não consegui resistir.

A história que nos mostra a luta entre um polícia reformado que nunca conseguiu resolver um dos seus casos e o criminoso que o perpetrou. O suspense é mantido durante toda a obra, e, embora desde o principio conheçamos quem é o criminoso (o que quando comecei a ler achei um grande erro, mas acabou por se mostrar extremamente inteligente), há surpresas a cada virar de página.

Recomendo a todos aqueles que gostam de um bom thriller e não sofrem de nenhuma doença do coração

23
Ago20

Os meus hábitos de leitura

Mafalda

Vi, há uns tempos, no blog da Mariana, um post sobre os seus hábitos enquanto leitora, e tenho de admitir que gostei muito. Inspirada pelo post dela venho partilhar os meus próprios hábitos, para conheçam um pouco mais de como se lê por aqui.

Dobrinhas nas folhas

Tenho de admitir que sou culpada deste pecado, não acho piada nenhuma aos marcadores de livro, porque os perco por tudo o lado. Começo a ler na cama e de repente o sacana já está mergulhado no meio dos meus cobertores e dá uma trabalheira tirá-lo de lá. A minha memória também não é prodigiosa, e por isso a dobrinha nas folhas é a minha única solução.

Ler na varanda

Para mim só há dois lugares de leitura em casa, ou a varanda ou a cama. Faça chuva ou faça sol desloco a minha cadeira até à minha varandinha (nem se deva chamar varanda que aquilo é tão pequeno que só as minhas perninhas ficam lá fora) e leio. Gosto de paz e sossego na altura da minha leitura, mas também gosto de sentir o vento e ouvir os passarinhos daí ir para a varanda.

Requisito mais livros do que compro

Não sou adepta de comprar livros, às vezes acontece, especialmente nesta quarentena em que a biblioteca fechou. No entanto adoro o cheirinho a um livro que já foi usado muitas vezes. As páginas amarelas que indicam que já foi avião para muitas viagens. 

 

Ler sempre a última frase

Há muitas pessoas que lêem últimos parágrafos ou frases antes de começar a ler os livros. Eu faço isto para os seleccionar. Quando estou na biblioteca ou livraria o meu primeiro instinto depois de ler o titulo é abrir as suas páginas e ler o conteúdo da última frase, e, tenho a dizer que a técnica nunca me falhou. Muitas vezes não percebo o significado ou a profundidade das frases sem o contexto da história, mas encontro sempre a magia nelas, que só os melhores livros têm.

 

150 páginas

Quando andava no 5º ou 6º ano a minha professora de português disse-nos que nunca desistia dos livros até ler 150 páginas, porque às vezes os autores têm alguma dificuldade em cativar o leitor no princípio, principalmente quando a história é muito complexa. Não sei porquê mas isso ficou comigo e por isso dou sempre uma oportunidade de 150 páginas a todos os livros que começo a ler.

 

IMG_20200823_161323.jpg

 

13
Jul20

Os meus dias têm sido assim

Mafalda

Estou, finalmente, de férias e os meus dias têm sido passados na praia.

O COVID-19 continua a ser uma das preocupações cá de casa, e por isso andamos sempre com uma fita métrica atrás (estou a brincar, mas tentamos manter distância de segurança de todos) e com máscaras como nossas melhores amigas. No entanto, segundo vários artigos que vi, a praia é um dos locais mais seguros para se estar, desde que se cumpra as normas de segurança.

É assim que tenho feito, e os meus dias continuam assim a ser repletos de livros, mas acabaram-se os apontamentos, os resumos e o estudo. Agora os livros são mesmo para o lazer, e entre banhos gelados no mar do norte, escaldões (poucos, eu juro que meto protector solar) e sestas na praia, vou metendo a minha leitura em dia. Creio que já não tinha tempo assim, para fazer o que gosto há muito, e já se sabe que o que é bom acaba depressa, mas, por agora não vou pensar nisso e vou só aproveitar.

 

 

                  (eu com a minha carinha de menina da escola primária e um livro, no meu habitat natural. Imagem

do meu instagram)

 

18
Mai20

Por aqui lê-se..... 5 dias de vida

Mafalda

IMG_20200518_145920.jpg

Este foi um livro que demorei muito temo a ler, a temática é pesada e tenho de admitir que me fez doer o coração à medida que avançava nas páginas. Relata-nos a história de uma mãe adoptiva, Mara, que tem doença de Huntington , uma doença degenerativa, neste caso de rápida evolução que provoca primeiro movimentos involuntários e depois morte prematura. 

Mara faz uma promessa a si mesma, cometer suícido antes de ser tarde demais para assim libertar a família de todos os constrangimentos que a sua doença traria. Neste livro somos apresentados brutalmente com a realidade da doença e do desespero de viver com ela, bem como com os últimos 5 dias de vida de quem decide torná-la mais curta.

Paralelamente é nos contada a história de Scott, um pai de acolhimento que tem apenas mais 5 dias com o menino que estava a acolher até este voltar para a mãe, uma toxicodependente em recuperação.

Arrepiou-me os pelos do braço e partiu-me o coração a cada capítulo, e, embora seja uma história fictícia mostra-nos uma realidade que milhares de pessoas enfrentam todos os dias. Para mim trouxe-me o lembrete que todos nós precisamos de tempo a tempo, que a vida é bela e que, vale a pena aproveitar as coisas simples, como o pôr do sol, as primeiras folhas nas árvores de um inverno duro, o som do mar a bater nas rochas.

Recomendo!

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