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The art of living

03
Fev21

Por aqui lê-se.... Saber e Sentir

Mafalda

250x.jpg

(imagem daqui)

Quem me conhece sabe que sou uma apaixonada pelas humanidades e pela ciência, e que deste meu amor cresce também o meu gosto pela Neuro-ciência. Acho que é a maneira mais fácil de conjugar ambos. Se por um lado é algo profundamente científico, por outro, aquilo que ainda nos falta conhecer do cérebro deixa abertura para o subjectividade. É o cérebro que explica a nossa natureza humana e que intrinsecamente nos leva à história ou à filosofia.

Assim, quando recebi este livro no Natal, fiquei entusiasmadíssima. O tempo não tem sido muito para ler, mas consegui acabá-lo quase um mês depois de o ter começado. Tive de ler muitas vezes a mesma página, por vezes, para perceber bem o seu significado, mas penso que é um livro muito bem construído, e escrito para todos.

Não é necessário qualquer conhecimento prévio de biologia ou de Neuro-ciência e debruça-se sobre um tema bastante pertinente nos dias de hoje: o que é a consciência e será que é ela que nos confere a nossa "humanidade"?

Se gostariam de saber a resposta à pergunta aconselho a leitura, talvez se surpreendam, tal como eu, com a resposta.

 

13
Jan21

A poesia e eu

Mafalda

Gosto de poesia, particularmente daquela que não rima e quase que parece prosa, mas não é. Aquelas estrofes que têm a habilidade de se mascararem como poemas mas que na verdade são pura magia na forma de letras impressas num papel.

Admito porém que ler poesia é uma arte da qual não sou mestre. Os meus olhos juntam as letras, e depois as palavras e encontro a cadência perfeita com que cada verso segue o próximo, mas mesmo assim, por mais que repita a poesia, não consigo encontrar o seu significado. Talvez porque ainda não vivi vida o suficiente para que consiga perceber o seu sentido, ou talvez porque a poesia é feita assim, dificilmente bela.

No entanto, sempre que leio um poema, ao mesmo tempo que o meu cérebro confuso se agita, sinto o meu coração a fugir-me do peito. Como se a poesia fosse o hélio que o abastecesse. Por vezes o meu coração viaja até ao meu estômago que se sente arrebatado, por outras voa até aos meus olhos para os deixar humedecidos. 

Eu e a poesia somos assim, não a compreendo na sua totalidade, mas sinto-a em todas as suas formas.

(abaixo fica um dos poemas que fez o meu coração fugir do peito)

"Um homem que cultiva o seu jardim, como queria Voltaire.

O que agradece que na terra haja música.

O que descobre com prazer uma etimologia.

Dois empregados que num café do Sul jogam um silencioso xadrez.

O ceramista que premedita uma cor e uma forma.

O tipógrafo que compõe bem esta página, que talvez não lhe agrade.

Uma mulher e um homem que lêem os tercetos finais de certo canto.

O que acarinha um animal adormecido.

O que justifica ou quer justificar um mal que lhe fizeram.

O que agradece que na terra haja Stevenson.

O que prefere que os outros tenham razão.

Essas pessoas, que se ignoram, estão a salvar o mundo"

      - Jorge Luis Borges

 

 

 

 

11
Mai20

Aprender a ler com calma

Mafalda

A quarentena traz coisas boas e más (tendo a acreditar que maior parte delas são más porque há pessoas a morrer, e pessoas que continuam a ter de se expor todos os dias porque têm de ir trabalhar e injustiças dessas) e para mim trouxe-me uma coisa nova que nunca antes tinha experimentado. Ler, mas agora com calma, devagar.

Como já vos disse neste post sempre fui o tipo de miúda, mesmo quando era pequena, que lia 5 livros de uma vez (ou mais), rapidamente. Quase que nem dava tempo para os meus olhos pousarem nas palavras. Sinto que, talvez, isso se devia ao facto de sentir que a minha vida inteira nunca seria suficiente para ler tudo aquilo que queria ler.

No entanto, embora a minha vida em geral não tenha abrandado e até se tenha tornado mais complicada, este tempo em casa ensinou-me a ler da forma que sempre devia ter lido. A saborear cada palavra, a reparar na forma como estas pousam no papel.

Claro que continuo com medo de nunca conseguir ler tudo o que quero, mas o medo de me escaparem coisas em livros que já li (porque os li rápido demais) é maior.

Talvez seja por isso que não tenha havido esta semana o meu tão querido "Por aqui lê-se".

A verdade é que por aqui continua-se a ler, no entanto o ritmo é diferente.

 

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