Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

The art of living

03
Fev21

Por aqui lê-se.... Saber e Sentir

Mafalda

250x.jpg

(imagem daqui)

Quem me conhece sabe que sou uma apaixonada pelas humanidades e pela ciência, e que deste meu amor cresce também o meu gosto pela Neuro-ciência. Acho que é a maneira mais fácil de conjugar ambos. Se por um lado é algo profundamente científico, por outro, aquilo que ainda nos falta conhecer do cérebro deixa abertura para o subjectividade. É o cérebro que explica a nossa natureza humana e que intrinsecamente nos leva à história ou à filosofia.

Assim, quando recebi este livro no Natal, fiquei entusiasmadíssima. O tempo não tem sido muito para ler, mas consegui acabá-lo quase um mês depois de o ter começado. Tive de ler muitas vezes a mesma página, por vezes, para perceber bem o seu significado, mas penso que é um livro muito bem construído, e escrito para todos.

Não é necessário qualquer conhecimento prévio de biologia ou de Neuro-ciência e debruça-se sobre um tema bastante pertinente nos dias de hoje: o que é a consciência e será que é ela que nos confere a nossa "humanidade"?

Se gostariam de saber a resposta à pergunta aconselho a leitura, talvez se surpreendam, tal como eu, com a resposta.

 

19
Set20

Cidadania - sim ou não?

Mafalda

O assunto já é de há algum tempo, mas não deixou de me fazer confusão.

Porque alguns acham que a disciplina de cidadania devia ser opcional o país dividiu-se em opiniões variadas. Há uns que protestam que o Estado não devia intervir nos valores ensinados às nossas crianças, que os pais têm obrigação para ensinar determinadas coisas, e o direito de não querer que os filhos sejam expostos a outras.

Do outro lado diz-se que os valores ensinados na escola são de ética e moral, e que, deviam ser ensinados a todos, porque afinal são valores essenciais para a humanidade e que embora os pais também tenham este trabalho, o Estado tem de garantir que há determinadas aprendizagens asseguradas.

Pessoalmente, identifico-me mais com este último grupo. Só tive 1 ano de cidadania, mas, não posso dizer que me foi feita a lavagem cerebral que alguns temem. Foi me ensinada a tolerância, a importância dos direitos humanos, o impacto que podemos fazer no mundo.

Estas são coisas que todas as crianças deviam aprender, e, como não sabemos em que ambientes todas as nossas crianças vivem, e se são propícios a este tipo de aprendizagem devíamos criar um momento, na escola para se aprender este tipo de coisas. Para se desenvolver as capacidades de debate, para se saber um bocadinho mais sobre o mundo.

Muitas vezes temos a mania de meter política nas coisas onde esta não existe.

Ninguém vai ensinar, nas aulas de Cidadania, que o PSD é mau e que o BE é que é o melhor partido político (claro que este é um exemplo, e se podiam referir outros qualquer partidos). Ninguém vai lavar o cérebro a crianças em 50 ou 45 minutos por semana.

A disciplina de Cidadania, não foi nunca relacionada com política, mas sim relacionada com humanidade. E porque uma disciplina que ensina, sobretudo a empatia entre humanos, é importante, devíamos defende-la, em vez de inventar bodes expiatórios sobre ela.

18
Jul20

Somos todos borboletas

Mafalda

It has been said that something as small as the flutter of a butterfly's wing can ultimately cause a typhoon halfway around the world 

                                                         - The Chaos Theory

Somos todos borboletas, com corações pulsantes de energia e ideias e boas intenções e com asas que batem continuamente em busca de uma maneira de as concretizar. Vivemos com medo, aterrorizados de não sermos lembrados, aterrorizados pelo fim, mas, tal como pequenas borboletas não vemos os furacões que causamos no mundo. 

Navegamos a vida ignorantes do efeito que as nossas ações causaram sem sabermos que por simplesmente existirmos já fizemos ondas no universo e derrotamos todas as probabilidades.

E se, conseguíssemos ver a nossa história através de um filme que podemos puxar para trás perceberíamos que todas as pessoas que conhecemos, todas as noite que passamos a pé e todas as nossas más decisões nos levaram até ao sítio onde estamos hoje. E, subtilmente, como o batimento das asas de uma borboleta, tudo isso levou-nos também aos melhores dias da nossa vida. Aos por-do-sol que vimos derreter numa tela multicolor que se funde com o mar, às gargalhadas que enchem o nosso peito de calor e felicidade, às noites passadas em família em frente à lareira.

Somos todos pequenas e ignorantes de borboletas e que bonito isso é!

28
Jun20

O mundo tem de mudar (eis o porquê)

Mafalda

Muitas vezes apetece-me gritar com o mundo. Abaná-lo um bocadinho (a vossa sorte é ser baixinha e ter pouca força, se não já eram).

Um desses dias foi ontem. O André Ventura mais uma vez decidiu armar-se em palerma (tenho cá comigo que isto já andam a ser vezes a mais), e desta vez decidiu fazer uma manifestação contra um protesto de igualdade. Parece-me completamente ridículo, mas sabem o que me chocou mais? Ver que apareceram pessoas.

Eu sei que não foram assim tantas, nem a 300 deviam chegar, mas não é motivo preocuparmo-nos mesmo que só apareça uma?

Eu sei que não vivemos numa utopia, e que será muito difícil termos toda a gente a concordar com a igualdade, mas a igualdade não devia ser uma coisa que se concorda ou não. Não é uma opinião, é um direito básico.

Chego assim ao título deste post: O mundo tem de mudar. Para os meus leitores, que estão do lado de "todas as vidas importam" (se quiserem educar-se neste assunto recomendo vivamente este artigo), que pensam que fazer parte da comunidade LGBTQI+ é uma doença, que acham que a religião islâmica é o mesmo que terrorismo, que pensam que os estrangeiros, ciganos ou qualquer etnia nos rouba dinheiro e/ou trabalho, talvez seja a altura certa para ouvir este lado da conversa.

É verdade que sim, muitas vezes me apetece abanar o mundo e gritar-lhe, mas também me apetece estabelecer diálogo com o outro lado, falar sobre aquilo que interessa, tentar educar (e também ouvir) aqueles que querem aprender mais.

Acho que o problema do mundo é perder-se nas causas e focar-se demasiado nelas. E se pensarmos no panorama maior?

Todos estes movimentos que lutam pela igualdade, pela tolerância, pela compreensão são na verdade sobre pessoas. Pessoas como cada um de nós, que independentemente da crença religiosa, da orientação sexual, da cor da pele ou da etnia, têm família, e amigos e sonhos e desejos para o futuro. Na base do nosso ser somos apenas isso, humanos.

E se somos todos humanos, mesmo com todas as nossas diferenças, porque é que não merecemos todos o mesmo? E mesmo que o racismo não exista em Portugal (algo que discordo por completo, mas vamos imaginar esse cenário), não devemos lutar pela justiça globalmente? Não podemos tentar mudar algo, mesmo que esteja a acontecer do outro lado do oceano? O mundo tem de mudar, porque devia ser inato lutarmos por um mundo que seja JUSTO para todos.

O problema é fazer o trabalho de casa, e por isso, heis um desafio, porque sei que tudo o que é desconhecido é assustador: e se da próxima vez que um sentimento de medo, insegurança ou ódio surgir em relação a outra pessoa nos focarmos no que é igual? E, se o desconhecido é assustador porque não tentar que passe a ser conhecido? Travem amizades com aqueles que são diferentes de vocês, e com aqueles que têm crenças que não são semelhantes às nossas. O mundo tem de mudar (a boa notícia é que todos nós podemos ser parte da mudança).

photo-1560537083-b510af644919.jfif

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

classicos-mrec

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Por aqui lê-se

Links

  •  
  • Arquivo

      1. 2021
      2. J
      3. F
      4. M
      5. A
      6. M
      7. J
      8. J
      9. A
      10. S
      11. O
      12. N
      13. D
      1. 2020
      2. J
      3. F
      4. M
      5. A
      6. M
      7. J
      8. J
      9. A
      10. S
      11. O
      12. N
      13. D
      1. 2019
      2. J
      3. F
      4. M
      5. A
      6. M
      7. J
      8. J
      9. A
      10. S
      11. O
      12. N
      13. D
      1. 2018
      2. J
      3. F
      4. M
      5. A
      6. M
      7. J
      8. J
      9. A
      10. S
      11. O
      12. N
      13. D

    Em destaque no SAPO Blogs
    pub